Crítica | Godzilla II - O Rei dos Monstros - NoSet
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Crítica | Godzilla II – O Rei dos Monstros

Pôster Godzilla II - Rei dos Monstros

A franquia Godzilla se mantém no livro dos Records com seus 35 filmes, sendo que 3 deles são versões totalmente ocidentais. Lembro-me da primeira vez que vi um homem fantasiado de dinossauro em um filme em p&b, entre as séries que assistia como Jaspion e Changeman. Sempre fui fã de tosqueira, da simplicidade das coisas, mas não posso negar como fico fascinada com a tecnologia que temos hoje, principalmente em uma era que em games, se o monstro não for suficientemente grande, não levamos muito a sério sua dificuldade. E foi justamente a falta de grandiosidade que me incomodou no primeiro filme da sequência do ‘MonsterVerse” da Legendary.

Ghidorah vs Godzilla

Sobre diversão: Godzilla cumpre muito bem o seu papel. As lutas entre os titãs são maravilhosas e de tirar o fôlego em vários momentos. Um filme que merece e muito ser visto em 4D (espero que tenham se aproveitado bem dos aspectos do filme para isso, pois eu pretendo ver novamente assim). Aquilo que eu sentia falta, está presente em todos os momentos. Godzilla finalmente é apresentado debaixo para cima, na nossa visão, para mostrar que somos nada perto dele. Esqueça o fator humano, aqui nós estamos falando de monstros vs monstros.

Ghidorah vs Godzilla

Sobre roteiro: É… tem umas falhas com até repetição de fala do filme de 2014, que preciso ver novamente para ter uma analise melhor sobre isso, pois vi justamente essa cena. Só que eu super entendo pela proposta desse. É americano, são monstros gigantes, quem se importa com o background, não é mesmo?
Só que eu me importo e por isso sempre gostei da ideia de Gojira ser um monstro criado por nossas ações e não uma espécie de deus antigo, o que me faz ainda achar a lentidão do Shin Godzilla, último lançado pela franquia japonesa, o melhor desses últimos. Além de que tem outros fatores que valem muito mais um SetCast para evitar spoilers aqui.

Vera Farmiga e Charles DancerAgora, verdade seja dita: é melhor que o de 1998, e ainda bem não é mesmo?
Tá, em alguns aspectos sim, em outros eu defendo o filme com Matthew Broderick.
Essa fórmula de juntar monstros que já foram explorados em filmes mais antigos foi muito bacana, a alusão às duas fadas com a Mothra, mas tem alguns momentos que senti que estavam forçando alguns memes, como “Olha! Só assim para um Lannister aceitar um dragão como rei”, sem contar diversos furos que espero serem preenchidos pelo próximo: Godzilla vs Kong, com lançamento previsto para 2020.

No mais, assistam sem pretensão. Aquele pipocão pra diversão sem se levar a sério. 😉

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