Glass: Uma Crítica Sóbria sobre a Trilogia de Shyamalan. - NoSet
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Glass: Uma Crítica Sóbria sobre a Trilogia de Shyamalan.

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje vamos falar da interessante e atualmente muito falada franquia de Shyamalan, assim como de seu encerramento em 2019, com o apático Glass.

Glass (2019)

Direção M. Night Shyamalan, produção Marc Bienstock e Ashwin Rajan, roteiro M. Night Shyamalan, elenco Bruce Willis, Samuel L. Jackson, James McAvoy, Anya Taylor-Joy e Sarah Paulson. Companhias produtoras Buena Vista International, Blinding Edge Pictures e Blumhouse Productions, distribuição Universal Pictures (América do Norte) e Walt Disney Studios Motion Pictures (Internacional). Glass é um filme americano escrito, co-produzido e dirigido por M. Night Shyamalan.O filme destina-se a ser a terceira e última parte do que foi referido como a trilogia Eastrail 177, que inclui Unbreakable (2000) e Split (2016). Bruce Willis e Samuel L. Jackson reprisando seus papéis de Unbreakable, enquanto James McAvoy e Anya Taylor-Joy  retornaram com seus personagens de Split, junto com Sarah Paulson se juntando ao elenco. Embora houvesse interesse em criar uma continuação para Unbreakable, Touchstone Pictures optou por não financiar, apesar do sólido desempenho de bilheteria do filme. Shyamalan começou a escrever Split usando um personagem que ele havia escrito para Unbreakable, mas retirado do roteiro devido a problemas de equilíbrio. Shyamalan percebeu a oportunidade que teve de criar uma trilogia de obras e adaptou o final de Split para estabelecer o filme dentro da narrativa de Unbreakable. Isso incluía garantir os direitos de uso do personagem em Unbreakable, de Willis, da Disney, com a promessa de incluí-los na produção e distribuição desse terceiro filme, junto com a Universal Pictures, caso fosse feito. Split foi um sucesso financeiro e crítico e, em abril de 2017, Shyamalan anunciou que havia iniciado o processo de produção da Glass. O filme foi programado para ser lançado em 18 de janeiro de 2019 pela Universal Pictures na América do Norte e pela Walt Disney Studios Motion Pictures em territórios internacionais.

Sinopse: Após a conclusão de Split, David Dunn persegue a persona sobre-humana de Kevin Wendell Crumb em uma série de encontros enquanto a sombria presença de Elijah Price, surge como um orquestrador que guarda segredos críticos de ambos os homens . Kevin Wendell é um jovem que sofre de transtorno dissociativo de identidade , que possui 23 personalidades e cuja química corporal muda com cada personalidade, resultando em uma personalidade 24 conhecida como “a Fera”. David Dunn é um ex-prodígio de futebol universitário que se transformou em um vigilante com força sobre-humana, resistência, invulnerabilidade e uma capacidade extra-sensorial para ver os crimes que as pessoas cometeram ao tocá-los. Elijah Price / Sr. Vidro é um assassino massa encarcerado e teórico dos quadrinhos  com osteogênese imperfeita do Tipo I que foi entregue às autoridades depois que Dunn descobriu a extensão de seus crimes

Crítica: Começo dizendo que altas expectativas são o maior problema de uma continuação, principalmente se for o encerramento de uma trilogia. Longe de ser o melhor filme de Shyamalan, mas talvez o que tenha o melhor elenco, Glass é um interessante encerramento da franquia que teve seu ápice no seu segundo filme Fragmentado. Shyamalan mantém seu estilo que é uma cópia descarada de Hitchcock, seu mentor intelectual e cinematográfico, desenvolvendo uma história sobre outra e outra história. O polêmico diretor gosta de ter sempre uma carta escondida na manga, algo que está na sua cara, mas que não é fácil perceber. Foi assim no seu maior sucesso O Sexto Sentido, no morno A Vila e A Dama D água e no fraquíssimo Fim dos Tempos e Depois terra. Essa pegadinha raramente agrada duas vezes o público e acaba rotulando o diretor como uma pessoa controladora, difícil de trabalhar e obcecado por se agradar mais do que seu público, fato que levou ao rompimento do seu contrato com a Disney. Em Vidro, Shyamalan volta com tudo a esta fórmula e decepciona mais do que agrada, por fazer um filme lento, sem ritmo, sem interesse  e uma tela por demais escura. O diretor começa com uma premissa, nas palavras de seu personagem sobre a profundidade do mito do herói e a revelação de seus poderes, mas que acontece sem nenhuma grandiosidade, quase pífio, por mais que você espere isso.  Por já ter contado a história dos personagens centrais nos filmes anteriores, achei que haveria uma evolução ou revolução dos mesmo neste filme, algo mais profundo, o que não acontece e tudo fica superficial até seu final, quando Shyamalan revela sua verdadeira trama, que por não ter o peso esperado, não se torna impactante ou importante. Na minha opinião a revelação tinha mais cara de Fake News do que algo revelador.

Com um orçamento baratíssimo de US$ 20 milhões, provavelmente evitando assim algum prejuízo, o filme tem um elenco caro que se destaca mais do que o roteiro ou a história do filme. É ótimo ver atores tarimbados como Bruce Willis não atuando como ele mesmo, com aquelas piadinhas sem graça ou em um filme de ação sem sentido de suas franquias. Samuel L. Jackson merece um destaque por sua atuação, mesmo limitado pelo roteiro e quantidade de personagens, é ótimo. O surpreendente  James McAvoy, nosso Professor X, tem uma atuação abaixo que Fragmentado, mas ainda assim impressiona com sua mudança de trejeitos e personalidades. Finalmente a boa e perdida Sarah Paulson no roteiro, que cada vez mais cava seu espaço fora de American Horror Story, tem um final trágico e sem nenhuma inteligência para dez mil anos de trabalho.

Curiosidades: Após o lançamento do Unbreakable em 2000, rumores de possíveis sequências começaram a circular em diferentes entrevistas e em fansites de filmes. Em 2000, Bruce Willis foi citado como a esperança para uma trilogia Unbreakable. Em dezembro de 2000, o diretor/roteirista M. Night Shyamalan negou os rumores de que ele escreveu Unbreakable como a primeira parcela de uma trilogia, dizendo que ele não estava nem pensando nisso. Em agosto de 2001, Shyamalan afirmou que, por causa das vendas bem-sucedidas de DVD, ele havia abordado a Touchstone Pictures sobre uma seqüência de Unbreakable uma idéia que Shyamalan disse que o estúdio recusou por causa do desempenho decepcionante do filme na bilheteria. Em um artigo de setembro de 2008, Shyamalan e Samuel L. Jackson disseram que houve uma discussão sobre uma continuação quando o filme estava sendo feito, mas que a maioria chegou ao fim com a decepcionante bilheteria. Jackson disse que ainda estava interessado em uma continuação, mas Shyamalan não estava comprometido. Em fevereiro de 2010, Willis disse que Shyamalan “ainda estava pensando em fazer o filme de luta entre eu e Sam que iríamos fazer”, e afirmou que, enquanto Jackson fosse capaz de participar, ele estaria “pronto para isso”. Shyamalan continuou a trabalhar em outros filmes depois do Unbreakable, e em 2016 ele lançou o Split. O principal antagonista de Split é Kevin Wendell Crumb, interpretado por James McAvoy, uma pessoa que sofre de transtorno dissociativo de identidade que afeta a química do corpo, adaptando-se a procedência de cada uma das personas separadas. Uma dessas personalidades é “A Fera”, que faz com que o corpo de Crumb se transforme em um estado sobre-humano feroz, com o desejo de consumir aqueles que não tiveram uma situação traumática em suas vidas – aqueles que não consideram “quebrados”. Crumb havia sido escrito no roteiro de Unbreakable, mas Shyamalan sentiu que havia problemas de equilíbrio com sua inclusão, e o removeu da história; Split foi efetivamente reescrito de algumas das cenas que ele havia planejado para Crumb expandido em uma imagem independente.

A cena final de Split inclui a aparição de David Dunn, interpretado por Willis. Shyamalan incluiu Dunn aqui para conectar Split a Unbreakable, com Dunn aprendendo sobre a fuga de “A Fera”, percebendo que existem outros super-humanos no mundo, como previsto pelo Sr. Vidro (Jackson). Ao incluir esta cena, ele percebeu que pode haver uma possibilidade de completar uma trilogia de filmes. Shyamalan declarou: “Espero que um terceiro filme do Unbreakable aconteça. A resposta é sim. Eu sou tão covarde às vezes. Eu não sei o que vai acontecer quando eu sair do meu quarto, uma semana depois que o filme for aberto.”, para escrever o script, mas vou começar a escrever. Eu tenho ​​um esboço realmente robusto, o que é bem intrincado. Mas agora os padrões para os meus esboços são mais altos. Eu preciso saber que já ganhei. Estou quase lá, mas ainda não estou lá. ”   Unbreakable foi produzido pela Touchstone Pictures, subsidiária da Walt Disney Studios, enquanto que a Split foi produzido através da Universal Pictures. Shyamalan tinha que obter permissão da Disney para a reutilização de Dunn. Shyamalan reuniu-se com Sean Bailey, Presidente da Walt Disney Studios, sobre o uso do personagem; chegaram a um acordo de cavalheiros onde Bailey concordou em permitir o uso do personagem no filme, sem o pagamento de uma taxa e Shyamalan prometeu que a Disney estaria envolvida em uma sequência, se desenvolvida.

Split foi recebido com sucesso de crítica e financeiro, e em fevereiro de 2017, Shyamalan afirmou que seu próximo filme seria o terceiro trabalho da trilogia Unbreakable / Split. Shyamalan terminou o roteiro até abril de 2017, anunciando que seria chamado Glass e com data de lançamento prevista para 18 de janeiro de 2019. A Universal distribuirá o filme na América do Norte e a Walt Disney Studios Motion Pictures vai distribuir o filme internacionalmente através do selo Buena Vista Internacional.

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