Malévola: Nem vilã, nem mocinha! - NoSet
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Malévola: Nem vilã, nem mocinha!

O mundo das princesas que ficaram conhecidas pela Disney segue basicamente uma lógica, com muitas outras variáveis, que dão a graça e beleza em cada uma dessas histórias.

Que lógica é essa? Mocinha ser salva pelo príncipe, com um beijo de amor de verdadeiro. Essa lógica foi quebrada no filme “Maleficent” (“Malévola” – 2014).

Tinha um príncipe? Tinha sim. Ele se apaixonou pela princesa (que nem sabia que era princesa)? Apaixonou-se sim. Ela foi aprisionada por uma maldição que só poderia ser quebrada por um beijo de amor verdadeiro? Lógico, é a “Bela Adormecida”, ela precisaria disso para acordar, mas não foi o príncipe que o fez.

A trama vai além da história clássica da Bela Adormecida. Mostra a história de como uma fada se transformou em uma vilã. Sim, Malévola é uma fada, a mais forte delas, mas que sofreu uma traição e, a partir daí, começou a ser a figura clássica.

Começando do começo, a história é sobre a rivalidade entre o Reino dos Moors, que viviam em harmonia e, por isso, não precisavam de uma “chefe”, e o dos Humanos, liderados pelo Rei Henry. O Reino dos Moors é o lar de Malévola e de todas as criaturas mágicas, mas que, por serem tão diferentes dos humanos, causavam medo e até repúdio ao Rei Henry.

Por causa desse repúdio o Rei Henry iniciou uma guerra. Os Moors são pacíficos, mas são protetores de sua terra e seus valores, logo entraram na guerra. Resultado? Malévola feriu o rei de forma que ele só sobreviveu mais alguns dias, só para dizer o seguinte: quem matar a criatura alada ganhará a mão da minha filha, logo terá meu trono.

Um criado muito ambicioso ouviu e foi atrás de Malévola. E aí está a traição, tal criado era Stephan, que na infância ultrapassou a fronteira e conheceu os Reino dos Moors, ganhando a amizade e confiança (depois o amor) de Malévola. Por ter tal histórico com a poderosa fada, Stephan não consegue a matar. Mas ele não desistiu de sua missão, arrancou as asas de Malévola e as levou para o rei convalescente. Depois disso ele realmente se casou com a princesa e se tornou rei. Desse casamento nasce Aurora.

A criança já nasce amada pelo reino. Para celebrar seu batizado, Stephan, agora rei, faz uma festa que reúne a burguesia, a realeza e a nobreza. Receberam a visita de três fadinhas encantadas que foram dar suas bênçãos. Para a surpresa de todo o reino, Malévola também aparece e joga a famosa maldição do sono eterno provocado por uma roca de fiar, isso quando a menina completar os 16 anos.

A quebra de lógica vem nesse momento. O rei manda as três fadinhas encantadas cuidar de Aurora, mas o que não imaginavam que Malévola e seu capanga, Dieval (o corvo que virou homem) estaria o tempo todo as observando.

Desde o primeiro momento Dieval teve simpatia por Aurora, foi seu protetor quando Malévola ainda estava com seu coração congelado, cego de vingança. Aos poucos Aurora foi conquistando, mesmo sem saber, o amor de Malévola. Isso a história clássica não fala.

Aurora, já com quase 16 anos, conhece Malévola, que só se deixa ser chamada de “Fada Madrinha”. Ela descobre a verdade de seu pai e de Malévola, bem a tempo da maldição de cumprir. Nesse meio tempo ela já havia conhecido o príncipe Phillip, que Malévola leva para dar o beijo do amor verdadeiro.

Não deu certo. Ele foi embora. Malévola se aproxima e dá adeus a sua Praguinha (num tem apelido mais fofo) e lhe dá um beijo da testa. Ou seja, o amor verdadeiro não precisa ser de um príncipe (que realmente se apaixonou por ela e ela por ele), bastava ser aquele amor fraternal, quase maternal, que Malévola passou a ter por Aurora.

Essa desconstrução ensina tanta coisa: há vários tipos de amor; ser diferente não significa ser ruim; existe amor verdadeiro e existe arrependimento; Praguinha pode ser uma apelido carinhoso; um corvo também tem sentimentos (aí você vai entender quando assistir); etc…

Esse filme ficou famoso antes mesmo de se saber dessa desconstrução, afinal Malévola é interpretada pela MA-RA-VI-LHO-SA Angelina Jolie. Sim, ela, famosa por tantos filmes de ação, suspense, pancadaria e loucura (assistam “Garota, Interrompida”, você verão uma louca psicótica). Ela se despiu da dureza dessas personagens e entrou no reino mágico dos Moors, sem perder seu toque de poder.

Outra coisa que fez o filme ter visibilidade antes de ser lançado foi a escolha das atrizes para ser Aurora. Como mostra o crescimento de Aurora, foram umas 3 atrizes, sem contar com a bebezinha no batizado. Na cena clássica que Aurora com seus 3 aninhos, pedindo colo a Malévola, aquela fofinha é uma das filhas de Angelina, a única criança que não teve medo do figurino.

Quando Aurora cresce passa a ser Elle Fanning. Conhece esse sobrenome? Lógico que é conhecido, afinal ela é irmã de Dakota Fanning, famosa por “Uma Lição de Vida” (2001). Filme que também contou com a presença de Elle, fazendo a mesma personagem da irmã, só que mais nova. Atualmente Elle tem brilhado em papeis por si só.

Já falei do ator que fez Dieval por aqui, Sam Riley, que também está no filme “Suíte Francesa”, tema da coluna de algumas semana atrás. Em ambos os trabalhos conseguiu chamar atenção para seus personagens, virei fã.

Das três fadinhas preciso destacar a Verde (Thistletwit) e a Vermelha (Knotgrass). A Verde foi vivida por Juno Temple, que fez filmes como “Desejo e Reparação” (2007) e “Os Três Mosqueteiros” (2011). E a Vermelha é Imelda Staunton, figurinha constante em quase todos os filmes da saga de Harry Potter. Estão vendo? Mesmo sem gostar dessa saga, sempre lembro de vocês, Potterheads, me amem muito =D

Por essa semana é só, até a próxima, beijinhos.

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