Crítica: O Assassino: O Primeiro Alvo (2017) | Missões patriotas e suas adversidades. - NoSet
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Crítica: O Assassino: O Primeiro Alvo (2017) | Missões patriotas e suas adversidades.

Se existe um gênero que o cinema tem apostado esse ano é o de ação. Após ótimas obras como John Wick – Um Novo Dia Para Matar, LoganVelozes e Furiosos 8 e o recente Atômica, este final de mês adiciona mais um pra lista de “modern action movies”: O Assassino: O Primeiro Alvo. Trata-se do novo longa de ação cujo tema envolve, pra variar, o campo da espionagem. Aliás, que os agentes secretos existem no mundo real, disso todos sabemos. Afinal, partindo de 007 até Jason Bourne, temos nos acostumado com aqueles filmes de espiões (sejam eles mais pesados ou não), pois dependendo do caso, a trama é muito bem elaborada; sem contar o elenco escalado para viver estes “super-heróis da CIA” propriamente ditos, o que também pode lhe ajudar a dar credibilidade. No entanto, claro que é preciso saber o que é mito e o que é realidade no mundo da espionagem, uma vez que ano após ano, pelo menos 1 ou mais projetos que envolvem tais assassinos bem treinados são lançados nas telas para o povo se deliciar. Eis que este, estrelado por Dylan O’Brien, Michael Keaton e Taylor Kitsch, se faz a seguinte pergunta: “será que como um típico filme de ação genérica, hei de me igualar às películas semelhantes ou terei superado o nível de tais feitos?”. Então, continue comigo e, como missão (se você assim aceitar), te desejo uma boa leitura a partir daqui!

Na trama, Mitch Rapp (O’Brien) é um recruta da CIA que perde sua namorada num ataque terrorista. Como causa, a Diretora Irene Kennedy (Lathan) vê nisso uma oportunidade de criar um assassino profissional, convocando o veterano Stan Hurley (Keaton) pra treinar Rapp, para que ele possa caçar os culpados. Juntos, eles iniciam uma investigação de uma onda de ataques a militares e civis, e não demora muito até que descubram um padrão nas tragédias.

Coincidentemente, este filme foi um dos raros casos em que eu conferi sem saber quase nada a respeito, exceto o pôster, pois nem o trailer sequer eu havia visto desde então. E por incrível que pareça, saí do cinema satisfeito, sem ter achado o filme fraco, porém também não excepcional. Afinal, ele não tem muita coisa de diferente se comparado a outros longas com a mesma premissa. Poderia sim ter sido melhor (creio que potencial é o que não faltava pra ele), já que temos um cast cujos rostos são parcialmente bem conhecidos do público. Por outro lado, a obra se destaca por conter um nível de violência um tanto elevado, a despeito do roteiro possuir um clichê aqui e ali, mas que em todo caso, é possível passar por cima deles e curti-lo do começo ao fim. Desde a cena inicial (por sinal, bem tensa e com uma fotografia com takes ótimos), a gente fica envolvido com o clima tenso que ele proporciona, passando por instantes cujo grau de violência gratuita aumenta cada vez mais (como todo bom filme de espião faz) e chegando, por conseguinte, ao extremo do que “bizarro” significa. Felizmente, tal inadequação é só um detalhe que convém mencionar.

Sobre o elenco, temos Dylan O’Brien interpretando seu personagem Rapp com mais seriedade e por que não, uma justa brutalidade? Fugindo da criancice e zoeira que o seu papel na famosa série Teen Wolf requere, diria que ele esteve tão bem quanto em Maze Runner! Já Michael Keaton (Birdman) foi deveras convincente, ainda que faça caras e bocas idênticas a outros personagens que já vimos previamente. Em suma, o papel de Stan Hurley faz jus ao que o figurante propõe transmitir: um veterano que recebe sua tarefa mais complexa (enquanto agente de treinamento da CIA) quando o seu superior ordena que o mesmo treine um ex-soldado das forças especiais, cujo estado psicológico está devastado após a morte de sua noiva – até demais, a ponto de Rapp alterar o seu estado emocional radicalmente no desenrolar do enredo. E quanto à Taylor Kitsch, ele teve uma performance tenebrosa na pele do temido Ghost; nada memorável, pois sua nuance também se iguala a muitos outros papeis de filmes com cenas de ação frenéticas de sua carreira. Num apanhado geral, todo o desempenho do casting está na média e de parabéns, em particular o da atriz Sanaa Lathan (Alien vs. Predador), cuja importância como Irene Kennedy cresce aos poucos no decorrer da história.

Logo, em minha opinião, embora o filme possua certas irrealidades duvidosas (tal como o dito “facão” cometido na cena da fuga dentro do helicóptero), o classificaria como uma íntegra mistura de Operação Sombra – Jack Ryan (no quesito da ação) e November Man (no sentido de conteúdo violento puxado para o lado de ataques terroristas). Inclusive, enfatizo ainda a provável controvérsia que o título sofrerá; afinal convenhamos: de “American Assassin” para “O Assassino: O Primeiro Alvo”, o que custava traduzir no sentido literal, não é? Será que “Assassino Americano” sairia tão genérico assim? Em síntese, após vários longas do gênero action/thriller já lançados até este exato momento, o ano agora entrega mais uma fita cuja popularidade se dará pura e simplesmente por conta do seu público-alvo, composto por fãs de filmes que se caracterizam pelo junção desses 3 elementos: adrenalina, patriotismo americano e sagazes surpresas. Enfim, um bom entretenimento, que vale a ida aos cinemas!

Título Original: American Assassin
Direção: Michael Cuesta
Duração: 111 minutos
Nota: 

Confira o trailer:

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