Cloverfield: A Franquia de J.J. Abrams (2008 – 2018) - NoSet
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Cloverfield: A Franquia de J.J. Abrams (2008 – 2018)

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje falamos de uma das mais CULTuadas  franquias cinematográficas de terror e ficção do roteirista, diretor e produtor bem sucedido em Hollywood, capaz de unir Trekkers e Jedis sob sua tutela.

Cloverfield (2008)

Direção Matt Reeves, produção J.J. Abrams e Bryan Burk, roteiro Drew Goddard, elenco Michael Stahl-David, T. J. Miller, Jessica Lucas, Odette Yustman, Lizzy Caplan e Mike Vogel, estilo cinematográfico Found Footage, companhia produtora Bad Robot Productions e distribuição Paramount Pictures. Com um orçamento de apenas US$ 25 milhões e uma belíssima receita de US$ 171 milhões, Cloverfield – Monstro é um filme-catástrofe de horror americano. A empresa Paramount Pictures realizou uma longa campanha de marketing viral para promover o filme. O filme acompanha cinco jovens de Nova Iorque que freqüentavam um festa de despedida para um amigo na mesma noite que a cidade é misteriosamente afetada por grandes explosões. Com os primeiros trailers sendo exibidos no lançamento do filme Transformers, o projeto foi lançado no dia 17 de janeiro na Nova Zelândia e Austrália, em 18 de janeiro nos Estados Unidos. Em Portugal a estreia foi em 25 de janeiro e 8 de fevereiro no Brasil

Sinopse: O filme é apresentado como uma série de cenas de um cartão de memória SD de uma câmera digital, obtida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, envolvendo o caso designado “Cloverfield”, encontrada na área U.S 447, “antigamente conhecida como Central Park”. A gravação segue o vídeo amador gravado por diversas pessoas durante os eventos do filme. Esta versão não é muito conhecida. Em 26 de abril, às 06h41min AM, Rob Hawkins (Michael Stahl-David) acorda após passar a noite em companhia da amiga de longa data, Beth (Odette Yustman), no apartamento do pai dela. Logo eles planejam passar o dia em Coney Island. Em 22 de maio, o irmão de Rob, Jason (Mike Vogel), e sua namorada Lily (Jessica Lucas) preparam o apartamento de Rob em Manhattan para sua festa de despedida; ele aceitou um emprego no escritório de sua companhia no Japão. Jason dá para seu melhor amigo, “Hud” (T. J. Miller), a câmera para gravar as despedidas de família e amigos. Hud, porém, gasta muito do seu tempo tentando chamar a atenção de Marlena, uma visitante que mostra grande indiferença e irritação com seus avanços.

Crítica: Sendo sincero, apesar de todo o Marketing em cima de Cloverfield, principalmente quanto a Estátua da Liberdade com a cabeça arrancada e as fortes referencias ao monstro japonês Godzilla, demorei muito para em arriscar a assistir Cloverfield por causa simplesmente do estilo Found footage (câmera de mão) na filmagem.  Este estilo em trouxe varias decepções e sensações ruins visualmente falando como em Bruxa de Blair e seu remake, mas teve pontos fortes também na franquia REC, mas quando finalmente me arrisquei, gostei do que vi. O filme deixa o terror do mostro em segundo plano para focar no drama da escapatória dos amigos através de uma cidade destruída e com poucos recursos de salvação.

A direção competente de Matt Reeves (Planeta dos Macacos e The Batman) me provou que com um diretor competente e um roteiro bem trabalhado, o estilo Found Footage, muito utilizado nos anos 2000 pode ser bem aproveitado e a dificuldade das seqüências não ficam comprometidas, principalmente os saltos temporais onde a câmera fica desligada. Não posso falar que a química do elenco me encantou, pelo contrário, as motivações e a preocupações pessoais com a auto preservação são muito vagas e superficiais, mas fazem sentido para que a trama tenha andamento e chegue ao seu ápice. Posso dizer que quando assisti o primeiro Vingadores, a cena final onde Stark salva o planeta m,e lembrou muito a cena final de Cloverfield.

Curiosidades: Cloverfield tem recepção favorável por parte da crítica profissional. Com o Tomatometer de 77% em base de 196 críticas, o Rotten Tomatoes chegou ao consenso: “Uma espécie de Bruxa de Blair que cruzou com Godzilla, Cloverfield é economicamente ritmado, estilisticamente inteligente e cheio de sustos”.

Os Estúdios Tippet foram os responsáveis pela criação dos efeitos especiais da criatura. Os efeitos visuais foram incorporados após as filmagens; assim, o elenco do filme teve que interagir com uma criatura não existente, apenas foram familiarizados à arte conceitual da besta. A criatura foi desenvolvida pelo desenhista Neville Page. Ele procurou uma biologia racional para a criatura, porém muitas de suas idéias não foram para a tela. Page desenvolveu a criatura como imatura e sofrendo de grande ansiedade. Ele comparou a criatura a um elefante enfurecido, dizendo “Nada é mais assustador do que algo enorme e nervoso”.

10 Cloverfield Lane (2016)

Direção Dan Trachtenberg, produção J. J. Abrams e Lindsey Weber, roteiro Josh Campbell, Matt Stuecken e Damien Chazelle, história Josh Campbell e Matt Stuecken, elenco John Goodman, Mary Elizabeth Winstead e John Gallagher, Jr., companhia produtora Bad Robot Productions e distribuição Paramount Pictures. Com um baixíssimo orçamento de US$ 15 milhões e uma ótima receita de US$ 109 milhões, Rua Cloverfield, 10 começou como um roteiro intitulado The Cellar, mas durante a produção, pela Bad Robot Productions, evoluiu para o que o produtor J. J. Abrams descreveu como um “parente de sangue” do filme Cloverfield de 2008. Estreou nos Estados Unidos em 11 de março de 2016 e no Brasil em 7 de abril do mesmo ano.

Sinopse: Na sequência de uma discussão com seu noivo Ben, Michelle deixa Nova Orleans e dirige através da área rural de Louisiana. Tarde da noite, ela escuta pelo rádio que há uma série de apagões nas grandes cidades. Distraída por uma chamada de Ben, Michelle se envolve num acidente e fica inconsciente. Ela acorda em um quarto de concreto, acorrentada a uma parede, e é abordada por um homem chamado Howard, que explica que um ataque de origem desconhecida ocorreu e que ele a trouxe para seu bunker depois de encontrá-la desacordada no acostamento da estrada. Michelle conhece Emmett, outro sobrevivente que testemunhou o ataque e fugiu para o bunker de Howard. Durante o jantar, Michelle, desconfiada, rouba as chaves de Howard e tenta escapar, mas se depara com Leslie, uma mulher que sofre de lesões cutâneas graves, implorando para entrar no bunker. Quando a mulher desesperada bate a cabeça contra porta blindada do bunker em uma tentativa de entrar, Michelle percebe que Howard estava certo e permanece.

Crítica: Novamente não posso dizer que a franquia Cult de Cloverfield, na sua segunda aparição nas telas, seja uma das minhas prioridades cinematográficas que me faça querer assistir imediatamente ao lançamento. Muito disso vem do fato de que, apesar de ser fã de Abrams, principalmente pela série Lost, a franquia tenha o mesmo efeito sobre mim que o final truculento e sem sentido da série. Cloverfield 10, assim como seu antecessor, tem pontos extremamente positivos, principalmente quanto a química do elenco e por causa do fantástico e competente John Goodman (Howard Stambler), mas o cansaço de quase 90 minutos de filmagem em um banker com um suspense motivado apenas pela incerteza não consegue dar fôlego ao filme, algo que em um similar chamado A Queda: As Ultimas Horas de Hitler (2004) tira de letra.  A direção do novato Dan Trachtenberg (The Black Mirror) é salva mais pela química e talento de Goodman do que por seu esforço de câmera ou situações inusitadas. Posso dizer que a única sensação que o filme me passou foi a dúvida se era real ou não a situação implantada pelo roteiro, mas como eu sabia que a série era um Cloverfield, o final já foi entregue antes do filme se iniciar.

Curiosidades: O título final do filme foi revelado em 15 de Janeiro de 2016, quando um trailer foi anexado às cópias americanas de 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi. De forma similar como fora feito com Cloverfield, uma campanha de marketing viral que utilizava elementos de um jogo de realidade alternativa foi usada para promover o filme. Bad Robot iniciou a campanha no início de Fevereiro de 2016, ao atualizar o site Tagruato.jp, que também foi utilizado no filme original. A campanha revela informação adicional sobre o personagem de Howard Stambler e sua filha.

Rua Cloverfield, 10 foi bem recebido pela crítica. No Rotten Tomatoes, o filme tem uma média de 90% de aprovação, baseada em 241 críticas, com uma média de 7.4. O consenso crítico do site diz “Inteligente, realizado de forma concreta e com uma tensão palpável, Rua Cloverfield, 10 aproveita ao máximo sua locação confinada e o excelente elenco e sugere uma nova fronteira para franquias cinematográficas.” O Metacritic deu ao filme uma nota 76 de 100, baseando-se em 46 críticos, indicando “críticas geralmente favoráveis”.O público mediante do CinemaScore deu ao filme uma média de “B-“, em uma escala de A+ a F.

The Cloverfield Paradox (2018)

Direção Julius Onah, produção Drew Goddard, J. J. Abrams, Matt Reeves e Lindsey Weber, roteiro Oren Uziel, história Oren Uziel e Doug Jung, elenco Daniel Brühl, Elizabeth Debicki, Aksel Hennie, Gugu Mbatha-Raw, Chris O’Dowd, John Ortiz, David Oyelowo e Zhang Ziyi, companhia produtora Bad Robot Productions e distribuição Netflix e Paramount Pictures. Lançamento nos Estados Unidos em 4 de fevereiro de 2018 e no Brasil em 5 de fevereiro de 2018. Com o mais alto orçamento da franquia, cerca de US$ 45 milhões, O Paradoxo Cloverfield é um filme americano de terror e ficção científica e o terceiro filme da franquia Cloverfield, seguido por Cloverfield (2008) e 10 Cloverfield Lane (2016) e acompanha um grupo de astronautas internacionais a bordo de uma estação espacial que, após ativarem um acelerador de partículas para tentar solucionar a crise energética da Terra, acidentalmente acabam viajando para uma realidade alternativa e devem encontrar um caminho de volta para casa.

Sinopse: No ano 2028, a Terra está sofrendo com uma crise energética global. As agências espaciais coletivas do mundo se preparam para lançar a Estação Cloverfield para testar o acelerador de partículas Shepard, o que proporcionaria à Terra uma fonte inesgotável de energia caso funcione, porém os especialistas temem que ele crie o “Paradoxo Cloverfield”, abrindo portais para universos paralelos permitindo que horrores coloquem em xeque a vida na Terra. Entre os membros da equipe está Ava Hamilton, que se preocupa em deixar seu marido Michael, um médico, sozinho por potencialmente muitos anos. Os dois lutam com seu relacionamento depois de perderem seus filhos devido a um incêndio na casa.

Crítica: Quando vi o trailer e li a sinopse do filme, pensei logo, esse é meu tipo de Cloverfield com uma ficção que gosto. Criei uma expectativa imensa sobre o trabalho, mesmo sabendo que vinha pela Netflix e não direto aos cinemas, o que fugia do bom e barato de Abrams, além de perceber que os produtores não deram tanta importância assim ao filme e preferiram não arriscar um fracasso de bilheteria. E foi exatamente isso que aconteceu. Mesmo com a volta de Matt Reeves a produção, o filme passou por mudanças e roteiristas demais, e isso é sentido no filme com a queda da ação e confusão na história, tornando-a complexa demais e sem sentido.

Esse tipo de problema entre roteiro e história talvez pudesse ser resolvido por um diretor mais competente, que entendesse a trama e a desenvolvesse menos burocraticamente,  como um John Carpenter, James Cameron e Riddle Scott, mas não o novato Julius Onah. Na verdade, esse parece um problema do bom e barato, no que diz respeito a diretores. Tirando Abrams, que é produtor e  Reeves que tem talento, os que vieram não provaram que valia a aposto, fazendo filmes burocráticos e sem talento ou inovação. A Claustrofobia de um filme espacial, que funciona perfeitamente em Alien, aqui fica sem sentido e lembra outro fracasso chamado Vida (2017) do diretor Daniel Espinosa.

Curiosidades: O filme foi baseado em God Particle, um script especulativo feito por Oren Uziel que trazia o argumento original da trama da equipe na estação espacial, mas que era desconectado da franquia Cloverfield. O script foi adquirido pela Paramount Pictures e a Bad Robot em 2012. Inicialmente o filme foi planejado como parte do rótulo de distribuição InSurge para filmes de baixo orçamento da Paramount, mas após o fim desse rótulo, sua produção foi expandida como um filme distribuído pela Paramount. Somente durante a produção, J.J. Abrams decidiu vincular o filme à Cloverfield, adaptando o roteiro de Uziel e adicionando cenas para estabelecer essa conexão, seguindo a mesma abordagem utilizada em 10 Cloverfield Lane que baseou-se em The Cellar, o seu script original. Abrams viu a capacidade de usar o acidente do acelerador de partículas como um meio viável para que eventos futuros causassem mudanças no passado, estabelecendo uma maneira de relacionar-se narrativamente com a franquia Cloverfield.

Uma vez anunciado como um “filme sem título definido de Cloverfield” no final de 2016, o lançamento do filme foi adiado várias vezes. Um trailer surpresa para o filme foi exibido durante o intervalo do Super Bowl LII em 4 de fevereiro de 2018, revelando o título oficial do filme e seu lançamento na Netflix ocorrendo logo depois do jogo. Embora as informações sobre a aquisição dos direitos de distribuição da Netflix não fossem conhecidos, os analistas da indústria acreditam que o envolvimento da Netflix ajudaram a tornar um filme de aspecto lucrativo desinteressante em algo lucrativo para a Paramount, enquanto que um filme lançado de maneira tradicional nos cinemas poderiam ocasionar prejuízos.

Apesar das táticas de marketing terem sido elogiadas, o filme foi recebido com avaliações predominantemente negativas pelas críticas, que criticaram a narrativa, o roteiro e a edição, com muitos considerando-o como o filme mais fraco de toda a franquia Cloverfield. Em contrapartida, o desempenho da atuação de Mbatha-Raw recebeu alguns elogios. Segundo os dados publicados pelo serviço de mediação de audiências Nielsen Ratings, cerca de 786 mil telespectadores norte-americanos assistiram à The Cloverfield Paradox na noite do lançamento, 2,8 milhões assistiram nos três primeiros dias seguintes ao lançamento e 5 milhões na primeira semana.

No site Rotten Tomatoes, que agrega avaliações de usuários e faz uma média baseada nas mesmas, o filme possui uma classificação de aprovação de 19% com base em 47 avaliações, com uma classificação média de 4.6/10. O consenso crítico do site diz: “O elenco brilhante é ofuscado por uma mistura confusa de gêneros e argumentos que coçam mais cabeças do que as cócegas de ficção científica em The Cloverfield Paradox”. Já no Metacritic, que atribui uma classificação normalizada às avaliações, o filme tem uma pontuação média ponderada de 37 em cada 100, baseado em 20 críticas, indicando “análises geralmente desfavoráveis”.

A IGN observou que a estratégia de anunciar e lançar o filme após o Super Bowl LII só poderia funcionaria em um filme integrado em uma franquia já estabelecida, enquanto que a maioria dos novos filmes precisariam de um período de marketing significativo para atrair espectadores.

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