Borat Subsequent Moviefilm: Crítica (2020) - NoSet
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Borat Subsequent Moviefilm: Crítica (2020)

Salve Nosetmaníacos, eu sou o Marcelo Moura e hoje falamos de mais um filme de humor acido e non sense que agora aterrizou na Prime Vídeos. Borat Subsequent Moviefilm (Borat: Fita de Cinema Seguinte) é um filme e documentário americano de 2020, dirigido por Jason Woliner. O filme é estrelado por Sacha Baron Cohen, como o repórter cazaque fictício Borat Sagdiyev, e Maria Bakalova como sua filha Tutar, que é oferecida como noiva ao vice-presidente Mike Pence. O longa-metragem é uma continuação de Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan, de 2006.

Embora Baron Cohen tenha dito em 2007 que ele havia aposentado o personagem Borat, o ator foi flagrado no disfarce em 2019 e foi visto em filmagens durante a pandemia de COVID-19 no início de 2020, aumentando as especulações de que um possível segundo filme do Borat seria lançado. O projeto foi oficialmente anunciado em setembro de 2020 e os direitos de distribuição foram adquiridos pela Amazon Studios. Borat Subsequent Moviefilm foi lançado em 23 de outubro de 2020 no Prime Video. O filme recebeu elogios da crítica pelo desempenho de Baron Cohen e Bakalova, bem como pelos comentários sobre a cultura americana.

Borat: Fita de Cinema Seguinte (2020)

Direção Jason Woliner, produção Sacha Baron Cohen, Anthony Hines e Monica Levinson, roteiro Peter Baynham, Sacha Baron Cohen, Jena Friedman, Anthony Hines, Lee Kern, Dan Mazer, Erica Rivinoja e Dan Swimer, história Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Nina Pedrad e Dan Swimer, baseado no personagem Borat Sagdiyev. Elenco Sacha Baron Cohen e Maria Bakalova. Companhias produtoras Four by Two Films e Oak Springs Productions, distribuição Amazon Studios e Prime Video.

Crítica: Não há muito o que dizer, Borat é um filme com um humor ácido, non sense e único, uma crítica social americana e mundial que difere muito de outros clássicos do gênero como TV Pirata, Saturday Night Live ou Monthy Phyton, mais ainda assim Borat tem seus valores, que são até surpreendentes no final, se você aguentar os quase 90 minutos de bobagens e comentários genéricos sobre a sociedade em que vivemos.

Mesmo assim, gosto muito do versátil Sacha Baron Cohen (Borat Margaret Sagdiyev), principalmente após vê-lo nos filmes de Tim Burton, Alice Através do Espelho e em Sweeney Todd, percebi que há um ator completo por detrás de um chato e exagerado personagem. Pena que não seguiu no projeto do Queen para o filme do Freddy Mercury por diferenças de interpretação do personagem central.

Do elenco Maria Bakalova (Tutar Sagdiyev, a filha adolescente de Borat) entrega exatamente o que é esperado dela, que dá para adivinhar desde o início do filme, mas isso é culpa do roteiro e não da atriz. A aparição de Tom Hanks como ele mesmo é divertida, mesmo que bem curta. Sid Miller, Donald Trump, e Donald Trump Jr. estavam originalmente no filme, mas suas cenas foram cortadas para evitar processos.

Curiosidades: Borat Subsequent Moviefilm recebeu críticas “geralmente favoráveis” no agregador de críticas Metacritic, com uma média ponderada de 68/100 baseada em 48 resenhas. O consenso no Rotten Tomatoes para o filme foi que 83% dos críticos o recomendavam, baseado em 186 resenhas e uma nota média de 7,14 de 10. O consenso do website diz: “Borat Subsequent Moviefilm prova que a criação de Sacha Baron Cohen continua a ser uma ferramenta afiada para expor os mais equivocados — ou completamente repugnantes — cantos da cultura americana.” A maioria das publicações disse que o filme recebeu críticas geralmente positivas, embora a BBC e a Reuters resumiram o consenso como “críticas mistas”.

Eric Kohn, do IndieWire, deu ao filme uma nota A– e escreveu: “Catorze anos após sua última travessura, Borat não está exatamente acordado, mas sua hora chegou e este tipo de humor abrasador nunca foi tão essencial. Combinando ativismo com entretenimento, o melhor filme de Baron Cohen até agora nos dá novas razões para ter medo do mundo, mas também permissão para rir dele.” Richard Roeper do Chicago Sun-Times deu ao filme três de quatro estrelas e escreveu: “Catorze anos após o jornalista cazaque vir à América para fazer um documentário sobre nossa grande nação, ele está de volta aos EUA — mais velho, mais burro, muito mais famoso e possivelmente ainda mais politicamente incorreto e ofensivamente engraçado do que era em 2006.”

No The Guardian, Peter Bradshaw deu ao filme três de cinco estrelas, dizendo que “ainda há algumas risadas reais e momentos políticos marcantes”, mas que “supera as boas-vindas”. Jesse Hassenger do The A. V. Club deu ao filme uma nota B– e disse que era “frequentemente engraçado e ocasionalmente direcionado”, mas “também outra instância em que fazer as coisas como sempre foram feitas não parece mais o bastante”. De maneira similar, Devika Girish do The New York Times observou como a sequência não é tão chocante ou perspicaz como o primeiro filme, resumindo: “[os] artifícios elaborados de Borat Subsequent Moviefilm não me deixaram nem entretida nem enfurecida, mas simplesmente resignada”. Para o The Daily Telegraph, Robbie Collin deu duas de cinco estrelas ao filme, o chamando de “desesperadoramente surrado” e “uma série de pegadinhas malformadas, recicladas e desconexas que você suspeita que não teriam sobrevivido ao processo de controle de qualidade do original”.

Controvérsias:  A inclusão no filme do advogado do presidente Donald Trump, Rudy Giuliani, causou controvérsia, com seus apoiadores o defendendo ao argumentar que a cena mostrada no filme foi planejada. Os criadores do filme foram processados por fraude após incluírem uma entrevista com a sobrevivente do holocausto Judith Dim Evans. Evans faleceu antes do lançamento do filme, mas seus herdeiros moveram o processo alegando que ela não consentia com o uso comercial de sua imagem no filme. Baron Cohen alegou que saiu do personagem para reduzir a preocupação dela com os comentários antissemitas que Borat faz.

Rudy Giuliani foi criticado pelas suas atitudes em uma cena em que ele coloca as mãos dentro das calças na frente da atriz Maria Bakalova, que estava se passando por uma jornalista adolescente. Após uma entrevista em um quarto de hotel, a dupla vai para o quarto, onde Giuliani solicita o endereço e o número de telefone de Bakalova antes que ela remova o microfone de Giuliani, tirando sua camisa de dentro das calças no processo. Giuliani deita-se na cama e enfia a mão na calça. O encontro é interrompido por Baron Cohen, que invade o cômodo como Borat e diz “Ela tem quinze anos. É velha demais para você.” Giuliani negou as acusações de que teria agido de maneira imprópria e disse que estava tentando colocar a camisa para dentro da calça. Giuliani disse que as acusações eram uma forma de tentar manchar sua imagem devido ao escândalo Trump-Ucrânia de 2019. Embora a cena tenha sido filmada meses antes da controvérsia, uma imagem da cena foi à público dias após a divulgação dos supostos emails de Hunter Biden, filho de Joe Biden, por Giuliani, antes do lançamento do filme.

A polêmica sobre o que aconteceu na cena levou Baron Cohen a gravar um breve vídeo como Borat a respeito de Giuliani. Em uma entrevista fora do personagem ao Good Morning America, Baron Cohen comentou sobre a cena: “É o que é. Ele fez o que fez.” Durante a campanha, Donald Trump chamou Baron Cohen de “cretino” “sem graça”. Baron Cohen o agradeceu pela “publicidade” gratuita.

O personagem de Borat gerou polêmica no Cazaquistão, com o filme original sendo censurado por um período e o website oficial de Baron Cohen bloqueado no país. Antes do novo filme, os cazaques levaram o assunto ao Twitter ao usar a hashtag #CancelBorat (#CanceleBorat). Uma petição online pedindo o cancelamento do filme obteve mais de 100 000 assinaturas e pequenos protestos reunidos em frente à embaixada americana em Almaty no dia da estreia. Cazaques e ocidentais renovaram as críticas de que o personagem usa a comédia para “derrubar”, incomodando os cazaques mais marginalizados, zombando arbitrariamente de seus sotaques e estereotipando-os.

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